Opções para guardar dinheiro

Onde guardar dinheiro é a pergunta que muitos se fazem ao decidir poupar.

Para guardar dinheiro de forma certa e segura é preciso, primeiro, definir para qual uso será destinada a quantia. Por exemplo, se é para um fundo de emergência ou para uma reserva de longo prazo

Se for de longo prazo, estamos falando de valores que serão resgatados num futuro não tão próximo. Pode ser um dinheiro destinado à compra de imóvel ou para garantir uma aposentadoria tranquila, por exemplo.

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Já a reserva de emergência costuma ser pra resolver imprevistos, como cobrir despesas domésticas em razão de desemprego.

Para ambas as situações é preciso escolher a aplicação correta para ter algum lucro. Mas é preciso também ficar de olho na liquidez. Ou seja, na disponibilidade de pegar o dinheiro quando se precisa. E, claro, muito cuidado ao aplicar.

Poupança

A poupança é a primeira opção de muita gente quando o assunto é guardar dinheiro. Mesmo pagando uma das menores taxas de juros.

A razão é por ser um investimento fácil e simples. Tem como benefício a liquidez, não tem valor mínimo, tem Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e nada de taxas e impostos.

O FGC garante o seu dinheiro. Se o banco falir, por exemplo, você não perde o valor aplicado. No entanto, o valor máximo garantido é de R$ 250 mil.

A poupança, portanto, é indicada por educadores financeiros para reservas de emergência.

 

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é indicado pra quem quer guardar dinheiro a longo prazo. É considerado um dos produtos financeiros mais populares do Brasil. Isso porque é um investimento acessível e seguro.

Quando você guarda seu dinheiro no Tesouro Direto, na verdade você está emprestando dinheiro ao governo. 

Ou seja, é um programa do Tesouro Nacional composto por títulos para pessoas físicas. Você compra estes títulos na Bolsa de Valores de São Paulo por meio de corretoras.

O bom do Tesouro Direto é que muitas corretoras não cobram despesas administrativas na venda dos títulos. Entretanto, há uma taxa anual cobrada pela Bolsa de Valores. Se você for investir em Tesouro Direto, verifique de quanto é esta taxa e a periodicidade da cobrança.

Outra boa notícia do Tesouro Direto é que o valor mínimo para a compra é baixo. Varia entre R$ 30 a R$ 100, de acordo com o título escolhido. Além disso, há limite financeiro máximo de compra por investidor. É de R$ 1 milhão por mês por CPF

Ao guardar dinheiro no Tesouro Direto, você terá lucro diário. Mas a correção, pela Selic – taxa básica de juros da economia –, é liberada a cada semestre. 

O resgate pode ser feito a qualquer momento. No entanto, saiba que se você fizer o saque antes do vencimento combinado, você poderá ter perdas.

Letra de Crédito Imobiliário

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) também pode ser usada para guardar dinheiro. 

Este é um investimento no financiamento do mercado imobiliário. Em outras palavras, o seu dinheiro é direcionado para financiar empreendimentos e atividades do setor imobiliário. Mas você não terá posse de nenhum imóvel.

Você compra a LCI nos bancos. Tem como vantagens isenção de Imposto de Renda e é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 

Portanto, a LCI dá estabilidade à sua carteira de investimentos.

Para investir em LCI é necessário ter um pouco mais de recurso financeiro. Geralmente, a partir de R$ 5 mil. Há, ainda, carência para o saque. O resgate só pode ser feito após 90 dias da aplicação.

Certificado de Depósito Bancário

Pra quem quer guardar dinheiro com risco baixo, a opção pode ser o Certificado de Depósito Bancário (CDB), investimento de renda fixa.

Aplicar em CDB é emprestar dinheiro para os bancos. Isso mesmo! É você que empresta dinheiro aos bancos! Eles utilizam o recurso nas próprias operações.

Você pode sacar o valor a qualquer tempo e não há carência. 

Ao investir em CDB, seus recursos também são garantidos pelo FGC. 

Existem três tipos de CDB. Cada um tem um rendimento diferente.

Há o pós-fixado, cujo rendimento é com base em um indicador da economia. Isso significa que a rentabilidade pode ter oscilações durante o período do investimento.

Já no prefixado, como o próprio nome diz, seu rendimento é determinado quando você faz o investimento. Assim, você já sabe quanto vai lucrar até a data do vencimento.

Por fim, o híbrido. O rendimento é composto por duas partes: fixa e variável. É paga uma taxa fixa, estabelecida na compra, mas tem outra taxa que acompanha a variação do IPCA. Se o IPCA for maior que a taxa fixa determinada, você receberá a diferença.

Vale lembrar que o retorno será maior quando o dinheiro permanecer aplicado por mais tempo.

Previdência privada

É uma forma de guardar dinheiro para quando chegar o período de aposentadoria. Oferece rentabilidade elevada com o passar dos anos.

Pode ser contratado diretamente em bancos ou com empresas que atuam no segmento de previdência.

O investimento pode ser feito mensalmente ou de uma única vez. Há a opção de investir ocasionalmente.

Dependendo da escolha do regime de tributação, o investimento em previdência privada pode ser abatido na declaração de Imposto de Renda. E, assim, até ficar isento quando do resgate.

Há três formas de sacar o valor investido em previdência privada. A escolha é feita no momento da contratação.

A opção pode ser por recebimento integral, ou seja, você pode sacar todo o valor de uma só vez. Recebimento mensal temporário: recebe um valor mensal com data para começar e acabar. Por fim, recebimento mensal vitalício: você recebe um valor fixo a partir de uma certa data até a sua morte.

No entanto, há um prazo mínimo para você fazer o resgate do dinheiro. Ele deve constar no contrato.

Quer saber mais?

Se você gostou destas informações de onde guardar dinheiro, nas próximas semanas vamos detalhar cada um destes tipos de investimentos para que você possa conhecer bem eles.

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